Make your own free website on Tripod.com

Igreja de Santo André

Image of ZZ54.gif


               A histórica vila de Mafra tem as suas raízes para além do tempo e do lugar da Vila, onde nos princípios do século XVIII, o rei Magnânimo mandou erigir o Convento de Mafra, o «Monumento Sacro», como lhe chamou Frei João de S. José do Prado, minucioso cronista do Mosteiro.
               Mais abaixo, e a poente da Basílica, encontra-se a «Vila Velha» com todos os orgãos que, no passado, constituíam a vida orgânica de um concelho. Não faltava, ali, o centro religioso do agregado; um pequeno templo destinado à evocação de Santo André que, apesar das reduzidas dimensões, se impunha pela austeridade do estilo romano-gótico - expressão de arte medieval. Talvez, do século XIII, segundo as suposições autorizadas de Estácio da Veiga que à vida passada desta vila dedicou vasto estudo.

Image of SS219.gif
.
               À volta deste expressivo monumento, e no tocante a datas, tudo, por enquanto, é hipotético, embora não possa contestar-se a origem medieval da sua construção arquitectónica.
                Naquela baixa, e mercê desta situação, o clima é mais ameno e propício à construção da igreja paroquial de Santo André. O seu volume é pequeno, mas o bastante para se fazer sentir na região estendida até à curva do oceano. Conforme ao tipo convencional das igrejas da

mesma época, a sua planta - diga-se assim - oferece-nos três naves. Colunas monolíticas, e convenientemente dispostas, separam a nave central das duas colaterais. Os arcos, de coluna a coluna, são de forma quebrada, vulgar e erradamente chamados de ogiva; e, por serem três, três igualmente são os respectivos tramos. Oa capitéis, quer das naves, quer da Capela-Mor, afirmam claramente a sua origem medieval; posto que estejam longe dos seus parceiros de convento de Celas, exprimem muito bem a linguagem escultórica do tempo.
               Exteriormente o edifício dá-nos uma expressão de serenidade e repouso. Olhando do ângulo sudoeste, podemos observar, simultaneamente, a frontaria e a fachada sul. O primeiro aspecto mostra-nos a portaria principal do templo rasgada num antecorpo sobre o plano geral da parede.

               A fachada-sul, extremamente sóbria, quase se limita à cachorrada sobre que assenta o beiral da igreja. Na altura do Cruzeiro, todavia, salienta-se, singela e digna, em toda a pureza do seu estilo, a porta: a porta-travessa, como é uso dizer-se. Mais simples que a portaria principal, a do lado sul compõe-se de dois colunelos de cada banda, donde irrompem as arcadas ogivais, dispostas de maneira a emoldurarem graciosamente a entrada para o cruzeiro do templo, sendo de assinalar a circunstância, pouco vulgar, de que o plano desta portaria sobressai do paramento geral da parede.

Image of SS83.gif

Uma das entradas da igreja vista das trazeiras do
Palácio do Marquês de Ponte de Lima

Image of voltar.gif

Voltar ao menu


http://www.gosplash.com/